|
Neste espaço pretende-se dar resposta a algumas das
perguntas que mais vezes são colocadas ao autor por parte dos
leitores.
Que
idade tinha quando começou a escrever ficção?
Conceber histórias é algo que me lembro de sempre ter
feito. O momento em que comecei a registá-las confunde-se com a
própria aprendizagem da escrita. Devia ter oito anos quando
escrevi as primeiras pequenas histórias. Com o tempo os temas e
os objectivos foram evoluindo sem que consiga identificar pontos
de viragem ou mudanças bruscas.
Quanto tempo demorou a escrever o Elmo de Cristal?
Desde as primeiras pesquisas, passando pela concepção
de todo o universo das Terras Encantadas e a elaboração de
determinadas regras básicas que permitiriam a evolução coerente
desse universo, até à última revisão do texto, passou cerca de
um ano. Nunca tinha escrito nenhum texto em tão pouco tempo.
A que
fontes recorreu para fazer a pesquisa sobre mitologia
portuguesa?
Recorri, sobretudo, a recolhas de lendas e
superstições que foram feitas entre o final do século XIX e o
início do século XX, por autores com Martins Sarmento, José
Leite de Vasconcelos, Consiglieri Pedroso ou Teófilo Braga.
Estes trabalhos possuem o enorme mérito de terem registado
lendas que a tradição oral já esqueceu e que, de outro modo,
ter-se-iam perdido para sempre.
Algum
dos mouros é inspirado em personalidades históricas?
Não, embora alguns tenham nomes idênticos aos de
algumas figuras históricas.
Como
surgiu o personagem Sara?
A Sara surgiu num livro, ainda não publicado, que
escrevi pouco tempo antes de ter começado em criar as Terras
Encantadas. Nessa história precisava de um personagem com
capacidades para-normais que pudesse enfrentar um espectro
malévolo e lembrei-me de alguém que estivesse entre dois mundos,
sem pertencer a nenhum deles. Desta forma nasceu a Sara, filha
de um humano e de uma moura encantada. Quando tive a ideia de
conceber Os Mouros das Terras Encantadas pareceu-me natural e
obrigatório que a Sara se tornasse a personagem central destas
histórias.
Com
que autores mais se identifica?
Dos vários autores com que me identifico ou cuja obra
admiro, destaco três: Alexandre Herculano, por tão cedo ter
percebido que a História de Portugal é uma fonte inesgotável
para a boa ficção de aventuras; Miguel Torga, pela forma ímpar
como olhou o nosso país, e em particular o interior; JRR Tolkien,
pela mestria e coerência com que criou um universo tão complexo
como a Terra Média.
Se
pudesse seleccionar sete músicas (apenas sete) para ouvir nas
Terras Encantadas, qual seria a sua escolha?
Por ordem
alfabética:
A Andorinha;
Madredeus
Across the Universe; The Beatles
Balada das Sete Saias; Trovante
Canção de Embalar (Dorme Meu Menino); José Afonso
Song to the
Siren; This Mortal Coil
Starálfur; Sigur Rós
Xácara das Bruxas Dançando; Trovante
E
sete livros para ler nas Terras Encantadas?
Também por ordem alfabética:
A
Harpa de Ervas; de Truman Capote
As Brumas de Avalon (4 volumes); de Marion Zimmer
Bradley
Contos; Miguel Torga
Eurico, O Presbítero; de Alexandre Herculano
Não
Matem a Cotovia; Harper Lee
O
Grande Meaulnes; de Alain Fournier
O Senhor dos Anéis (3 volumes); JRR Tolkien
Sete
sítios encantados?
Castelo de Algoso
Castro de Carvalhelhos
Castro da Fraga da Pena
Cromlec dos Almendres
Marvão
Mata
da Margaraça
Santuário da Rocha da Mina
Sete
filmes preferidos?
A
Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça; Tim Burton
À
Procura da Terra do Nunca; Marc Forster
Charlie e a Fábrica de Chocolate; Tim Burton
Coisa
Ruim; Tiago Guedes e Frederico Serra
Coração Selvagem; David Lynch
Dark
City – Cidade Misteriosa; Alex Proyas
O
Senhor dos Anéis; Peter Jackson
|