“O Elmo de Cristal” e “O Monte Sagrado” de Francisco Dionísio.
Histórias de mouras encantadas e de lutas entre os exércitos do bem e do mal em dois lugares bonitos de Portugal. 
Uma colecção a seguir.

Cristina Norton, Revista 30 Dias em Oeiras, Julho - Agosto de 2009

 

 

 

8 de Maio de 2008 - Escola E.B 2-3 Soeiro Pereira Gomes, Alhandra

   
         
   

 

18 de Maio de 2007 - Escola E.B 123 Santo Onofre, Caldas da Rainha

 

 
 
   

 

22 de Março de 2007 - Escola E.B 2-3 João Gonçalves Zarco, Cruz Quebrada/Dafundo

   
 
 

 

 

7 de Dezembro de 2006 - Escola E.B 2-3 Soeiro Pereira Gomes, Alhandra

   
 
 

 

 

 

 

Ninguém fica indiferente a um menir ou a uma anta. Prova disso mesmo foi a mobilização de mais de 200 pessoas para erguer por métodos primitivos um monumento megalítico de 15 toneladas e sete metros, no Barrocal (Reguengos de Monsaraz). Aconteceu no dia 23 de Setembro ou melhor, não chegou a acontecer, mas isso não interessa.

As pedras grandes atraem, e o Ricardo, a Rita e o André não resistiram a visitar, durante a noite, as Antas do Olival da Pega, em Monsaraz (mais precisamente Sharish, a terra de Balen al-Farah). Foram às escondidas de Sara, que pensara ter conseguido dissuadi-los dessa arriscada aventura. "Não podiam conceber as perigosas forças que se concentram e escondem em certos locais" (pág. 41).

Seguiu-os, mas, quando os avistou, já não pôde impedir que entrassem na anta. Atirou-se também lá para dentro e regressou assim ao reino da sua mãe, Zaida, uma moura encantada. O povo de origem de Sara vai pedir-lhe então ajuda na demanda do elmo de cristal, uma arma cobiçada pelos povos rivais das Terras Encantadas. Os talentos de Ricardo, de Rita e de André também terão um papel importante no impedimento do avanço das forças demoníacas dos Encobertos.

Francisco Dionísio, o autor de "Elmo de Cristal / Os Mouros das Terras Encantadas", consegue criar um ambiente fantástico que envolve o leitor e o faz acompanhar com interesse as personagens, quer as reais, por assim dizer, quer as lendárias. As descrições, os pormenores e as ligações com os espaços geográficos alentejanos são bem doseados entre os quadros de maior acção, sempre cativantes para os jovens, e suscitam vontade para visitar monumentos megalíticos.

(Há uma irritante confusão entre "concelhos" e "conselhos", pág. 114.)

No final, regista-se um pequeno glossário, de que se transcrevem aqui alguns termos interessantes que se repetem ao longo do livro. Al-Andaluz: nome atribuído pelos árabes à Península Ibérica; Rio Anas: rio Guadiana, cuja junção deriva da palavra árabe "uadi" (rio) com a palavra "ana" (água); Sharish ou Xaris: nome de Monsaraz durante a ocupação islâmica.

O autor desta história, que não é apenas de aventuras, apoiou-se em estudos de Teófilo Braga, Consiglieri Pedroso, José Leite de Vasconcelos e Gentil Marques. Fez bem.

Público, 6 de Outubro de 2006

 

 

 

 

 

Quatro amigos, Ricardo, Rita, André e Sara, entram no "glorioso mundo das mouras encantadas, em pleno cerco a Monsaraz mais precisamente, Sharish". Ao abrirem uma porta mágica que os levará a uma dimensão intemporal e mitológica, viverão momentos de aventura, medo e angústia. Só ultrapassando todos os seus talentos e mantendo-se unidos conseguirão avançar na procura do elmo de cristal, "a arma mais cobiçada pelos povos rivais". Para criar esta narrativa, Francisco Dionísio apoiou-se nos estudos de Teófilo Braga, Consiglieri Pedroso, José Leite de Vasconcelos, Gentil Marques, entre outros. Quem adorou o livro foi o escritor Rui Zink, que sobre ele disse: "Uma maravilha. Eu bem suspeitava que em Portugal ainda havia moiras encantadas."

Público, 26 de Agosto de 2006

 

 

 

 

 

As sempre presentes lendas e superstições das mouras encantadas servem de cenário para uma luta entre o Bem e o Mal. Quatro jovens abrem inadvertidamente a porta mágica para uma dimensão intemporal e mitológica, vivendo uma aventura que os transporta a castelos misteriosos, a enormes antas e a criaturas terríveis e ameaçadoras. E para que o Bem vença o Mal é necessário que os quatro se mantenham unidos e se esforcem para além de todos os limites.

Psicologia Actual, Agosto de 2006

 

 

 

 

 

Uma história fantástica onde Monsaraz se torna, de novo, no nosso século, portal para todo um mundo de moiras encantadas.

Rui Zink, Revista VIP, 12 de Agosto 2006

 

 

 

28 de Junho de 2006 - Lançamento de "O Elmo de Cristal", Livraria Bulhosa Oeiras Parque