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Mesclando História com
Mitologia e Fantasia, este livro leva-nos a explorar um tempo
antigo da nossa herança. Passado numa época da história ibérica,
que eu praticamente desconheço, este livro conseguiu transmitir
com bastante interesse a vida dos povos na era pré-romana da
nossa terra.
Com personagens interessantes e diversificadas, mas que poderiam
ter sido alvo de ainda maior desenvolvimento, acabo por não
achar que tal falha seja muito notória, até porque este é apenas
o primeiro livro de uma saga. O maior problema que vi, foi a
forma como as mulheres foram retratadas, quase todas elas
estereótipos (a bruxa má, a donzela em perigo, a deusa boazinha
(ficamos sem perceber porque é que ela deixou que "aquilo"
acontecesse à Lupia, quando passava a vida a salvar os dois
rapazes)), sendo que a única que escapa a isto é a Castécis.
Já os homens, embora todos guerreiros com o orgulho quase a
entupir-lhes o raciocínio, conseguiram criar um leque coeso e
diversificado, de onde se destacam Camal, Anio, Lancio e Cileu
(não esquecendo o fofinho Zimbro, lobo de serviço).
Gostei também de como o autor fez uso das divindades, que embora
não tivessem um papel central, estiveram em grande destaque.
Infelizmente certas personagens sofreram de pouca atenção, já
que a maior parte da narrativa estava focada nas batalhas. E
neste ponto, que na verdade não chegou a tornar-se monótono mas,
que pecou pela exaustiva representação, achei que o autor
poderia e deveria ter cortado descrições em prole de um ainda
maior desenvolvimento das personagens, as suas motivações e as
suas vidas antes da guerra. Certamente que o livro teria ganho
com isso.
A escrita do autor consegue ser cativante, e rica, sem ser
monótona ou abusiva. Está ao alcance do público-alvo (infanto/juvenil),
mas não descura o público mais adulto. Não recorrendo a
facilitismos e por isso sendo uma leitura em agradável.
Em suma, um livro que demonstra bem o público-alvo (quanto mais
não seja por ter personagens principais adolescentes, e pelo
foco nas batalhas), mas que não se fica por aí, conseguindo
entreter. Peca por se focar demasiado nas batalhas, mesmo assim
não descuidando um certo nível de desenvolvimento das
personagens. Gostei muito do uso da história Ibérica, e do uso
das divindades. Recomendo aos mais jovens, e aos adultos que
gostem da nossa história e que não pretendam que estas leitura
seja de uma extrema complexidade, mas que a vejam como um livro
interessante.
Blog
Floresta de Livros 13 de
Dezembro de 2010
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Iniciei a leitura de “O
Veneno de Ofiúsa” com algumas expectativas, pareceu-me no início
uma história interessante, num contexto histórico que me atraiu
bastante: Hispânia de XI a.C.
Desta época pouco sei ou
conheço das aulas de história, logo estava interessado e ainda o
facto de o autor explorar a história portuguesa, a Lusitânia, em
conjunto com o nosso imaginário. O meu erro foi ter-me esquecido
que se tratava dum livro para um público mais jovem…
Ora, Anio e Camal são dois
jovens de uma das várias tribos dos Galaicos que aspiram a
tornar-se guerreiros valorosos e líderes respeitados, contudo
acontecimentos recentes levam-nos a enveredar por caminhos
diferentes. O actual chefe da sua tribo (lugar reservado em
último lugar a Camal e pai de Anio) começou relações com os
Sefes, um povo rival que em tempos controlou grande parte da
Península Ibérica tendo perdido território e poder para os
Galaicos e Lusitanos.
Esta relação envenena o
espírito deste chefe que se alia aos Sefes para reconquistar os
antigos territórios perdidos. Este povo adora a deusa Ofiúsa e
serve-se do poder desta para lançar a guerra por toda a
Hispânia. Os seus primeiros rivais são os Estrímnios, o primeiro
dos quatros povos a viver na Península Ibérica, contudo sem um
espírito beligerante como os seus vizinhos sucumbiram e poucos
povoados existem nos dias de hoje.
Anio e Camal não apoiando as
escolhas da sua tribo revoltam-se mas juntos não tem força
suficiente para lutar as comitivas dos Sefes. A sua revolta
leva-os a fugir e nesta fuga encontram uma jóia cobiçada por
todos os deuses e homens que a conhecem, pois nesta está contido
o poder para reclamar a supremacia sobre tudo e todos.
Ofiúsa deseja e lança uma
guerra onde Lusitanos e Galaicos terão de ser unir para vencer
ou perecer…
Sem dúvida, uma história
interessante mas soube a pouco, as personagens não foram nada
desenvolvidas, parecendo estereótipos, e os poucos povos e
deuses interessantes pouco destaque tiveram, acabando por serem
um pano de fundo para a história.
Esta está focada
principalmente nos movimentos das tropas, os combates e a guerra
em geral, ou seja, um livro escrito para ser adorado pelos mais
jovens.
Contudo encontra-se bem escrito e
a premissa dos povos pré-romanos foi interessante, mas não me
chegou.
Blog
As Estantes Azuis 8 de Setembro
de 2010
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19 de Maio de 2010 - Jornal das Caldas. Edição on-line

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O Veneno de
Ofiúsa é mais um livro da Coleção TEEN
da Saída de Emergência, da autoria do escritor português
Francisco Dionísio, autor da Saga “Os Mouros das Terras
Encantadas” (Prime Books). À semelhança dessa saga,
também este livro pega no imaginário português e na nossa
história para criar um romance histórico com elementos de
fantasia.
Encontramo-nos na
Hispânia de XI a.C. e vamos acompanhar
as aventuras de Anio e Camal, dois jovens pertencentes à tribo
dos Galaicos, que habitavam no noroeste da actual Península
Ibérica. Para além deste povo, o livro recupera ainda vários
outros: Sefes, Estrímnios e Lusitanos, todos eles povos pré-romanos.
Uma aliança entre o chefe da tribo dos Galaicos (e pai de Anio)
e os Sefes ameaça a paz destas tribos, uma vez que os Sefes,
orientados pela deusa Ofiúsa, desejam recuperar uma joia que
permitirá a esta reclamar para si a supremacia sobre os outros
deuses e o domínio dos homens.
É um livro
relativamente curto, mais dirigido ao público jovem adulto, mas
que acaba por apresentar explorações interessantes da história
da Península Ibérica pré-romana, da qual pouco conhecia.
A história em si é interessante, mas notei alguma falta de
desenvolvimento das personagens, estando o principal foco nos
confrontos e na movimentação das personagens nos cenários que
vão percorrendo. Mas, tal como disse, o público-alvo deste
livro é jovem, podendo agradar-lhe mais este destaque dado à
componente aventura. É de louvar a escolha da nossa história
para pano de fundo desta história, e seria bom vê-lo mais
vezes. Gostei. — Célia M.
Blog
Estante de Livros
5 de Maio de 2010
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“O Elmo de Cristal” e “O Monte Sagrado” de Francisco Dionísio.
Histórias de mouras encantadas e de lutas entre os exércitos do bem e do mal em dois lugares bonitos de Portugal.
Uma colecção a seguir.
Cristina Norton, Revista
30 Dias em Oeiras, Julho - Agosto de 2009 |
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8
de Maio de 2008 - Escola E.B 2-3 Soeiro Pereira Gomes, Alhandra
18 de
Maio de
2007 - Escola E.B 123 Santo Onofre, Caldas da Rainha
22 de
Março de
2007 - Escola E.B 2-3 João Gonçalves Zarco, Cruz Quebrada/Dafundo
7 de Dezembro de
2006 - Escola E.B 2-3 Soeiro Pereira Gomes, Alhandra
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Ninguém fica indiferente a um menir ou a uma anta. Prova disso
mesmo foi a mobilização de mais de 200 pessoas para erguer por
métodos primitivos um monumento megalítico de 15 toneladas e
sete metros, no Barrocal (Reguengos de Monsaraz). Aconteceu no
dia 23 de Setembro
–
ou melhor, não chegou a acontecer, mas isso não interessa.
As pedras grandes atraem, e o Ricardo, a Rita e o André não
resistiram a visitar, durante a noite, as Antas do Olival da
Pega, em Monsaraz (mais precisamente Sharish, a terra de Balen
al-Farah). Foram às escondidas de Sara, que pensara ter
conseguido dissuadi-los dessa arriscada aventura. "Não podiam
conceber as perigosas forças que se concentram e escondem em
certos locais" (pág. 41).
Seguiu-os, mas, quando os avistou, já não pôde impedir que
entrassem na anta. Atirou-se também lá para dentro e regressou
assim ao reino da sua mãe, Zaida, uma moura encantada. O povo de
origem de Sara vai pedir-lhe então ajuda na demanda do elmo de
cristal, uma arma cobiçada pelos povos rivais das Terras
Encantadas. Os talentos de Ricardo, de Rita e de André também
terão um papel importante no impedimento do avanço das forças
demoníacas dos Encobertos.
Francisco Dionísio, o autor de "Elmo de Cristal / Os Mouros das
Terras Encantadas", consegue criar um ambiente fantástico que
envolve o leitor e o faz acompanhar com interesse as
personagens, quer as reais, por assim dizer, quer as lendárias.
As descrições, os pormenores e as ligações com os espaços
geográficos alentejanos são bem doseados entre os quadros de
maior acção, sempre cativantes para os jovens, e suscitam
vontade para visitar monumentos megalíticos.
(Há uma irritante confusão entre "concelhos" e "conselhos", pág.
114.)
No final, regista-se um pequeno glossário, de que se transcrevem
aqui alguns termos interessantes que se repetem ao longo do
livro. Al-Andaluz: nome atribuído pelos árabes à Península
Ibérica; Rio Anas: rio Guadiana, cuja junção deriva da palavra
árabe "uadi" (rio) com a palavra "ana" (água); Sharish ou Xaris:
nome de Monsaraz durante a ocupação islâmica.
O
autor desta história, que não é apenas de aventuras, apoiou-se
em estudos de Teófilo Braga, Consiglieri Pedroso, José Leite de
Vasconcelos e Gentil Marques. Fez bem.
Público, 6 de
Outubro de 2006 |
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Quatro amigos, Ricardo, Rita, André e Sara, entram no "glorioso
mundo das mouras encantadas, em pleno cerco a Monsaraz
–
mais precisamente, Sharish". Ao abrirem uma porta mágica que os
levará a uma dimensão intemporal e mitológica, viverão momentos
de aventura, medo e angústia. Só ultrapassando todos os seus
talentos e mantendo-se unidos conseguirão avançar na procura do
elmo de cristal, "a arma mais cobiçada pelos povos rivais". Para
criar esta narrativa, Francisco Dionísio apoiou-se nos estudos
de Teófilo Braga, Consiglieri Pedroso, José Leite de
Vasconcelos, Gentil Marques, entre outros. Quem adorou o livro
foi o escritor Rui Zink, que sobre ele disse: "Uma maravilha. Eu
bem suspeitava que em Portugal ainda havia moiras encantadas."
Público, 26
de Agosto de 2006 |
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As sempre presentes lendas e superstições das mouras encantadas
servem de cenário para uma luta entre o Bem e o Mal. Quatro
jovens abrem inadvertidamente a porta mágica para uma dimensão
intemporal e mitológica, vivendo uma aventura que os transporta
a castelos misteriosos, a enormes antas e a criaturas terríveis
e ameaçadoras. E para que o Bem vença o Mal é necessário que os
quatro se mantenham unidos e se esforcem para além de todos os
limites.
Psicologia Actual,
Agosto de 2006 |
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Uma história fantástica onde Monsaraz se torna, de novo, no
nosso século, portal para todo um mundo de moiras encantadas.
Rui Zink, Revista
VIP, 12 de Agosto 2006 |
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28
de Junho de 2006 - Lançamento de "O Elmo de Cristal",
Livraria Bulhosa Oeiras Parque
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